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Inteligência emocional: a nova exigência do mundo do trabalho
29/03/2020   Divulga Vagas 30 Visualizações

Você já ouviu falar de inteligência emocional? Este conceito está em alta no mundo do trabalho. É possível, por exemplo, que você já tenha se deparado com ele em uma descrição de vaga de emprego, ou até em uma entrevista. E não é para menos, essa capacidade de lidar com as próprias emoções de maneira inteligente é uma das competências mais procuradas pelas organizações em novos colaboradores. Mas por quê?

O que é inteligência emocional?

Inteligência emocional é um conceito vindo da psicologia que fala sobre um conjunto de características que te ajudam a lidar de maneira mais eficiente com as emoções.

As emoções têm mais influência no nosso comportamento do que imaginamos. Em situações de estresse, as respostas emocionais chegam muito mais rápido do que as racionais. Por isso, entender esse fluxo e trabalhá-lo te torna alguém inteligente emocionalmente.

Além de controlar suas próprias reações, a inteligência emocional também diz respeito à capacidade de observar e entender aqueles que estão ao nosso redor.

Características 

Por conta disso, pessoas que têm sua inteligência emocional desenvolvida possuem as seguintes características: 

  • Conhecem suas forças e fraquezas;
  • São bons líderes;
  • Não se chateiam facilmente;
  • Se dão bem com a maioria das pessoas;
  • Superam obstáculos;
  • Auxiliam quem está ao seu redor;
  • Sabem quando dizer não;
  • Mantêm um clima agradável por onde passam;
  • São mais focadas;
  • Se automotivam.

 

Por que as empresas valorizam tanto a inteligência emocional

Como falamos, as respostas emocionais têm muita influência em nosso comportamento. Então, a habilidade de controlá-las e tomar decisões racionais é extremamente valorizada no mercado de trabalho. Por exemplo, em uma situação de extrema pressão no escritório, alguém que possui inteligência emocional conseguirá lidar melhor com suas emoções e entregar um resultado mais satisfatório.

Um exemplo simples para explicar melhor o que significa isso: digamos que estourou um cano em uma loja de tecidos. Enquanto uma pessoa sem inteligência emocional pode ficar sem saber o que fazer, apenas vendo aquela “tragédia”, o profissional mais preparado emocionalmente irá buscar por soluções rápidas – como remover todas as mercadorias do ambiente – e também duradouras – como entrar em contato com um encanador. 

E não é só isso: esse colaborador ainda poderia ajudar a acalmar seus companheiros de trabalho, delegar tarefas para resolver mais rapidamente a crise e ainda buscar soluções para prevenir que algo assim aconteça novamente.

Pode parecer pouco, mas essa reação menos emocional e mais racional diminuirá consideravelmente os prejuízos neste caso.

Portanto, quem tem inteligência emocional reúne diversas competências pessoais que fazem a diferença no dia a dia do trabalho.

Qualidades humanas valorizadas

Isso se prova verdadeiro no momento em que vivemos. As empresas estão enfrentando o que chamamos de Escassez de Talentos, o que significa que existem vagas de emprego, mas faltam profissionais qualificados para preenchê-las. Principalmente por conta da falta de soft skills, como a inteligência emocional. A maneira como trabalhamos está mudando, as funções vão se tornar cada vez mais analíticas e quem tiver essas qualidades humanas sairá na frente desde já!

Como desenvolver a inteligência emocional

Para desenvolver sua inteligência emocional é preciso prestar atenção em si mesmo e tomar certas atitudes que, sendo repetidas sempre, irão se tornar o seu padrão de pensamento e relacionamento.

Os cinco pilares da inteligência emocional

Em 1995, o psicólogo Daniel Goleman lançou o livro “Inteligência Emocional: a teoria que redefine o que é ser inteligente”, a principal obra sobre o tema até hoje. Para explicar este conceito, ele o divide em 5 pilares que são:

1 – autoconsciência – conhecer as próprias emoções

O primeiro pilar é compreender o que suas emoções querem dizer para você. Por exemplo: quando você fica muito irritado em uma situação no trabalho, será que isso é só irritação ou tem a ver com alguma frustração mais profunda?  Para entender isso você pode anotar durante uma semana quais foram os sentimentos que mais apareceram e em quais situações. 

2 – autocontrole – controlar as emoções

Seguindo na construção deste conceito, controlar suas emoções faz parte da inteligência emocional. Mas isso só é possível ao entendê-las (como dito no tópico acima). Então quando estiver em uma daquelas situações de estresse, tente se lembrar que a primeira reação é emocional e que se você controlar essas emoções, você poderá ser racional e resolver o problema!  Ou seja, ter autocontrole é ter a capacidade de não se deixar arrastar por emoções negativas perdendo o controle e a postura que seriam ideais para a situação.

3 – automotivação – encontrar motivos para continuar

É importante lembrar que o processo para ter inteligência emocional não é rápido, é algo gradativo que acontece aos poucos. E para te ajudar a focar nesse objetivo, a automotivação é um pilar essencial. Pergunte a si mesmo: por que estou fazendo o que estou fazendo? 

Essa pergunta serve para lembrar de seus objetivos, seus projetos e questionar ao ter uma reação negativa: essa reação está me deixando mais perto ou mais longe do meu objetivo, e como eu posso mudar isso?

4 – empatia – enxergar o outro

O quarto pilar da inteligência emocional nos ajuda não só a entender os outros, mas, por consequência, nós mesmos. A empatia é a habilidade de enxergar o próximo como alguém que tem sentimentos e emoções tão válidas quanto as suas! Ou seja, é basicamente se colocar no lugar do outro. Aprender a reconhecer as emoções dos outros e entender seus comportamentos nos torna mais sensíveis e tolerantes, inclusive com nós mesmos.

5 – sociabilidade – se relacionar com o próximo

O último pilar tem a ver com auxiliar quem está à sua volta a também alcançar a inteligência emocional. Isso porque se relacionar de maneira positiva com as pessoas, ajudando-as a encarar as situações com mais foco e tranquilidade cria um ambiente mais positivo para todos.

Atitudes para ter inteligência emocional

Então, entendendo os pilares deste conceito, podemos ir para as atitudes que você deve ter para ser alguém com inteligência emocional: 

  • Escutar o que as pessoas estão falando pensando no contexto e não na forma como estão falando. Assim você consegue pegar a “parte boa” da mensagem, ou o que “realmente quiseram dizer”, em vez de reagir de maneira emocional; 
  • Filtrar as palavras antes de falar. Ter inteligência emocional também é provocar emoções positivas no outro, então, na hora de conversar, escolha um discurso menos agressivo – mesmo quando precisar ser firme; 
  • Lide com emoções de maneira positiva. Isso não quer dizer que você nunca mais terá sentimentos negativos, mas que você vai lidar com eles: “ok, estou sentindo isso, o que eu posso fazer para melhorar?”; 
  • Ser paciente com as pessoas e com as situações mesmo quando a maioria já perdeu a calma. Treinar a paciência vai te ajudar a lidar com extremos e superar obstáculos; 
    • Focar na solução e não no problema. Esta é provavelmente a principal característica da inteligência emocional: se deparar com um problema e, em vez de gastar energia se lamentando ou tentando encontrar um culpado, focar em encontrar uma solução. Novamente: “ok, isso aconteceu, e agora o que podemos fazer para solucionar?”.

     Entendeu porque a inteligência emocional é tão valorizada? Está pronto para colocar essas ações em prática no dia a dia?

FONTE: https://www.linkedin.com/pulse/intelig%25C3%25AAncia-emocional-nova-exig%25C3%25AAncia-do-mundo-trabalho-potenza/?trackingId=uSxAuGL8QSGuaBdarEg15g%3D%3D