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Profissional hands-on: entenda o que é e coloque a mão na massa
13/07/2020   Divulga Vagas 140 Visualizações

Uma empresa envolve vários processos e nem sempre é fácil para os gestores acompanhar tudo ao mesmo tempo. É por isso que toda equipe precisa ser um pouco autogerenciável. Mas, para que isso aconteça, possuir um time qualificado pode não ser o suficiente. É indispensável contar com profissionais hands-on. Você sabe quem são eles?

 

Na tradução livre, “hands on” seria o nosso “mãos na massa”. A tradução certamente já criou uma imagem para você: aquele profissional proativo, engajado nas tarefas e que resolve os problemas, sem que seu superior precise mandar ou acompanhar suas ações.

 

De maneira geral, é isso mesmo. Profissionais hands-on são aqueles que possuem autonomia no desempenho das suas atividades — e que são valiosíssimos para as empresas. Mas como reconhecer esses talentos? No post de hoje, separamos algumas das atitudes que revelam o perfil hands-on e como desenvolvê-las. Confira.

Quem possui o perfil hands-on?

A maioria das pessoas possui esse perfil, em maior ou menor grau. Porém alguns deles demonstram essa característica de forma mais acentuada e a vantagem de tê-los na equipe vai além da produtividade.

Esses profissionais também são inovadores e sabem liderar e os efeitos disso costumam ser evidentes: mais oportunidades para a empresa, mais sinergia nas equipes e melhores resultados.

Como identificar esses talentos?

1. Eles não deixam erros passarem

“Isso não é da minha área”, “Essa não é minha função”, “Isso é responsabilidade de fulano” — essas são algumas das frases que raramente profissionais hands-on dirão. Eles costumam colocar o bem da empresa acima de cargos, funções e setores. Se a resolução de certos problemas não for de suas alçadas, com certeza, farão o alerta ou conversarão com os responsáveis.

Profissionais hands-on são voltados para soluções, para resultados e, por isso, dificilmente deixam algo passar em branco, mesmo que o impasse ocorra em outra área. Eles querem garantir que tudo funcione bem.

Uma das formas de estimular esse comportamento é trabalhar para que os funcionários “vistam a camisa”, conheçam bem a missão, a visão, os valores e os objetivos da empresa e compartilhem os bons resultados. Também é preciso dar abertura para que possam sugerir mudanças e melhorias quando considerarem necessário.

2. Estão sempre aprendendo

Profissionais hands-on estão sempre buscando aprender e melhorar sua atuação. Eles se sentem motivados pelo aprendizado e o conhecimento é um dos fatores em que encontram propósito na profissão. Por isso, muitos deles costumam procurar especializações, mestrados, doutorados e, também, cursos de curta duração para melhorar seu desempenho em uma atividade específica.

Eles também são bons em aprender com a prática — com a mão na massa. São profissionais que observam seu próprio desempenho, buscam feedback, aprendem com os erros, melhoram com o passar do tempo. Não é raro assumirem novas funções na empresa ou serem promovidos.

Incentivar a qualificação na empresa é uma forma interessante de estimular esse interesse. Isso pode ser feito de várias formas, desde treinamentos àquela biblioteca na sala do café. Manter uma comunicação aberta na equipe, incentivando a proposição de ideias, brainstorms e inovações, também é interessante.

Outro fator importante é o posicionamento da empresa, especialmente, em relação aos erros, já que são necessários para o aprendizado e, por isso, na medida do possível, devem ser encarados como parte do jogo. Ou seja, como um risco que se corre no processo de evolução e não como um pecado capital.

3. São flexíveis

Por gostarem de aprender e por colocarem os resultados como prioridade, os profissionais hands-on costumam ter bons resultados em diversos cargos, atividades, projetos, entre outros. Isso porque extrapolam as formalidades.

Um profissional hands-on jamais será apenas um analista de recursos humanos, por exemplo. Ele será um psicólogo, especialista em seleção e desenvolvimento de carreiras. Ele irá além das contratações, demissões, pagamentos, papeladas, trará ideias inovadoras para motivar e treinar a equipe, saberá lidar com seus colegas e estará apto a resolver crises internas, por exemplo. O nome do cargo no contrato jamais vai limitar um profissional hands-on — ele vai buscar aplicar seu conhecimento por completo, não apenas o que está no papel.

A flexibilidade se aprende na prática. É preciso buscar, dentro de suas funções na empresa, por oportunidades de desempenhar atividades variadas. Assumir novos projetos, sugerir novas ideias e, até mesmo, ajudar colegas que tenham alguma dificuldade no trabalho são algumas das formas de exercitar isso.

4. Têm iniciativa

Essa talvez seja a característica mais gritante até aqui comentada. Profissionais hands-on são proativos, têm iniciativa e agem quando consideram que o momento é oportuno. Não ficam esperando o chefe pedir e não esperam as condições serem favoráveis. Pelo contrário, criam condições favoráveis e fazem acontecer. E isso é fácil de perceber: basta observar o profissional que não deixa nenhuma tarefa ficar parada, pendente ou em atraso. Eles agilizam os processos.

O resultado? Uma excelente produtividade. Aqui, também é importante a motivação e o reconhecimento para incentivar o comportamento. Valorize a iniciativa dos seus funcionários.

Qual é a diferença entre um profissional hands-on e outro centralizador?

Como tudo na vida pessoal e profissional, é preciso equilíbrio. Um dos riscos que se corre quando o perfil hands-on é acentuado demais é a centralização das atividades. O profissional passa a tentar resolver tudo sozinho. Isso é especialmente perigoso em pequenas e médias empresas, mas grandes empresas também podem sofrer desse mal.

Quando o profissional se torna centralizador, além do risco maior de desenvolver problemas, como stress e ansiedade, ele também pode comprometer a produtividade da empresa ou de sua equipe, especialmente quando não pode estar presente. Se todas as atividades dependem dele, como ele sairá de férias?

Por isso, é importante ser proativo na medida certa e estar atento aos sinais de exagero. Saber delegar é importante, não apenas para evitar os problemas mencionados acima, mas para garantir o bem-estar da equipe como um todo. Quando recebem responsabilidades, os funcionários se sentem valorizados e motivados.

Pronto para colocar as mãos na massa?

A boa notícia é que, como a maioria das habilidades, a proatividade pode ser desenvolvida. Se você gostaria de ter esse perfil ou de desenvolvê-lo em sua equipe, um dos melhores caminhos é o incentivo e a valorização dessas qualidades.

Funciona como o chamado reforço positivo — você pode estimular um comportamento oferecendo recompensas. Se os funcionários que apresentarem um posicionamento hands-on forem estimulados com recompensas, como bônus ou até mesmo elogios, eles tendem a repetir esse comportamento. Há, ainda, outras formas de criar essa mentalidade em sua equipe: por meio de treinamentos e da contratação de profissionais com esse perfil, por exemplo.

 

FONTE: http://blog.treinamentoomongeeoexecutivo.com/profissional-hands-on-entenda-o-que-e-e-coloque-a-mao-na-massa/